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"Os Camponeses da Beira-Ria"


No âmbito de um intercâmbio cultural com o Grupo Folclórico da Casa do Povo de São Caetano, o Rancho Folclórico de “Os Camponeses da Beira-Ria”, da Murtosa, Aveiro visitou a ilha do Pico e do Faial. Tendo como principal propósito estabelecer entre ambos uma permuta cultural, o grupo visitante permaneceu na ilha por um período de oito dias, mais precisamente de 24 a 30 de agosto.
Assim, durante uma semana, a freguesia de S. Caetano foi alvo de uma evasão cultural em que o grupo Aveirense desfrutou de toda a simplicidade do povo de uma pequena parcela da zona sul da ilha do Pico em que o convívio, as tradições e a cultura locais constituíram o mote para o conhecimento do nosso património local.
Como grupo anfitrião envidámos todos os esforços para que o grupo visitante pudesse usufruir, cabalmente, de todos os potenciais da nossa terra, pelo que o primeiro dia reservou-se pela sua estada nas mediações da freguesia, sendo que o desfrute do mar foi eleito expoente máximo. No domingo, a total participação de ambos os grupos na Eucaristia dominical constituiu um elevado momento de reflexão e oblação, sendo, claramente, visível o bom grado e êxtase desta pequena comunidade religiosa. 
O Rancho Folclórico “Os Camponeses da Beira-Ria”, atuou pela primeira vez na ilha do Pico, na freguesia de S. Caetano, mais precisamente no recinto da Casa do Povo, tendo uma assistência considerável de um público local e das freguesias vizinhas. Atuou, também, no palco das Lajes do Pico por ocasião da abertura das festas da Senhora de Lurdes acompanhado pelo seu grupo anfitrião. A vila da Madalena foi também palco da sua última atuação no âmbito da animação cultural de rua, onde, como nas anteriores, se pode verificar um verdadeiro espectáculo aliado a diferentes sonoridades musicais e contagiantes ritmos de dançares.
Neste encontro também se agendou e realizou uma visita à ilha do Faial onde foram visitados vários pontos turísticos da ilha.
No Pico, visitou-se alguns pontos turísticos dando-se especial destaque à epopeia do vinho e da baleação, culminando estas com a visita aos excelentes Museus do Vinho e dos Baleeiros.
As adegas, tal como outrora, foram o espaço reservado à “sala de visitas”, em que os serões foram animados com muito boa disposição, grande animação e regados de típicas bebidas à boa maneira deste lugar.
A tarde que havia sido reservada ao mar, com os botes baleeiros na baía da Prainha, não teve efeito em virtude das más condições atmosféricas, pelo que foram disponibilizados outros meios que proporcionaram uma agradável e proveitosa ocupação do tempo, conforme os diferentes interesses do grupo.
O último serão foi numa adega, destinado a um jantar convívio entre ambos os grupos e algumas entidades convidadas onde a gastronomia local foi eleita rainha e saboreada de bom grado por todos os presentes. 
Na sequência do aniversário de um elemento do grupo anfitrião, prepararam-se adereços e improvisou-se um pequeno sketch. Procedeu-se também a uma troca de cantares e palavras que tocaram os corações de todos os presentes. Por fim, e pela noite dentro, o serão foi animado com uma partilha de modas e dançares de ambas as regiões aliadas ao som das concertinas e trinados de cordas.
Uma referencia a todas as entidades que colaboraram e apoiaram de uma forma ou de outra para que este intercâmbio fosse possível. 
Uma palavra de apreço a todos os elementos do Grupo Folclórico da Casa do Povo de São Caetano que trabalharam para que esta semana fosse um sucesso.

VII Matança do Porco


Visitámos o Vale do Sousa

O Grupo Folclórico da Casa do Povo de São Caetano realizou, um périplo pelo Norte do País, assentando arraiais na Região do Vale do Sousa, mais concretamente, na freguesia de Meinedo, concelho de Lousada, como convidado do Rancho Folclórico das Lavradeiras do Vale do Sousa, de Romariz, para um encontro, agendado há um ano atrás, no âmbito de um intercâmbio cultural, estabelecido entre as duas coletividades.
Partindo do aeroporto da Horta, no pretérito dia 16 de agosto, o Grupo Folclórico da mais jovem freguesia do Concelho da Madalena, constituído por cerca de quarenta elementos, rumou a Lisboa, onde fez uma escala rápida. Após uma longa viagem de autocarro, entre a capital e a vila duriense de Lousada, o Grupo Folclórico de São Caetano foi recebido, calorosamente, pela maioria dos elementos do grupo anfitrião, apesar do adiantado da noite. Em Lousada, os representantes da “ilha montanha” foram confrontados com calorosa e inédita receção, onde não faltaram cantares, rufar de tambores, toque de concertinas e fogo-de-artifício. Após momentos de cativante convívio, apesar do cansaço excessivo, o grupo foi alojado nas modernas e magníficas instalações do Complexo Desportivo de Lousada, localizado nos arrabaldes da vila, na freguesia de Cristelo.
O acolhimento, por terras do Vale do Sousa, do Grupo Folclórico de São Caetano, por parte do Rancho Folclórico das Lavradeiras do Vale do Sousa, quer no que concerne a alojamento e alimentação, quer relativamente a passeios, diversões e lazer, foi excecional, tendo aquela instituição disponibilizado à comitiva picoense a companhia, permanente e contínua, de três jovens elementos do rancho, a fim, não só de lhes prestar as informações necessárias, mas também de os acompanhar e apoiar no que necessitassem. De salientar que a atenção dispensada e os cuidados tidos por parte daquele rancho duriense, a fim de que nada faltasse e todos se sentissem bem, foram excelentes. O acolhimento oferecido foi considerado, por todos, “perfeito e exemplar”.
Em contrapartida, poderá dizer-se, em abono de verdade, que o Grupo Folclórico de São Caetano do Pico, também teve um comportamento e atitudes modelares, deixando por toda a parte um rastro de respeito, consideração, estima e simpatia. Além disso, nos espetáculos em que participou, o grupo picoense não só trouxe, como também expeliu e esparramou, nas noites escaldantes durienses, o furor lávico da sua música, do seu bailar e das suas coreografias - estonteante perfume da história, da cultura, das tradições, dos costumes e dos cantares duma ilha, que tenta, cada vez mais, em se espelhar na grandiosidade do seu passado e de se ostentar nas vivências do seu presente.
O Grupo Folclórico da Casa do Povo de São Caetano do Pico atuou em três festivais. Primeiro, na própria freguesia de Meinedo, uma das 25 do Concelho de Lousada, ombreando com ranchos folclóricos de renome nacional, como o Rancho Folclórico Tá-Mar da Nazaré, o Rancho Folclórico os Camponeses da Beira-Rio, da Murtosa-Aveiro e com o rancho anfitrião. Um espetáculo de grande qualidade, balizado num espaço histórico, numa das freguesias mais populosas do Concelho de Lousada, com cerca quatro mil habitantes, quase equivalente ao concelho da Madalena, tendo como ex-libris a igreja românica de Santa Maria Maior, cuja fundação remonta ao século XIII. Sabe-se que nos primórdios do cristianismo na Península, Meinedo, então designada por “Magneto”, terá sido a primeira sede da Diocese do Porto.
A segunda participação do Grupo Folclórico de São Caetano, teve lugar na não menos histórica freguesia de Cárquere, Concelho de Resende, junto ao Mosteiro que na Idade Média foi, depois de Santiago de Compostela, um dos maiores centros de peregrinação da Península Ibérica, construído por Egas Moniz e sobre cujo altar – ainda hoje ali existente – se terá verificado “a cura milagrosa” do menino que viria a ser o primeiro rei de Portugal – Afonso Henriques. Nesta atuação o Grupo Folclórico de São Caetano atuou, entre outros, juntamente com ranchos de Aveiro, Paranhos (Porto), Paços de Ferreira e o de Cárquere.
Finalmente, num terceiro espetáculo, o grupo de São Caetano atuou em plena Vila de Lousada, perante numeroso público, no largo do Senhor dos Aflitos, por coincidência, frente à estátua de um dos mais ilustres lousadenses - Dom António Augusto de Castro Meireles, 34º bispo de Angra (1924-28) e, depois, bispo do Porto.
Os restantes dias e os tempos livres foram ocupados com um diversificado e cativante programa, com uma agenda muito bem elaborada, incluindo passeios e visitas de grande interesse histórico, cultural e paisagístico, acompanhados de uma gastronomia de excelente qualidade e, nalguns aspetos, muito semelhante à picoense. Afinal “é mais aquilo que nos une do que o que nos separa”.
Entre as localidades visitadas, para além duma ida a Espanha, destaque para Penafiel, Lousada, Régua, Pinhão, Braga, Porto, incluindo uma visita às Caves do Vinho do Porto em Vila Nova de Gaia e uma outra, à Quinta da Aveleda, nos arredores de Penafiel
O Grupo Folclórico de São Caetano, a convite do Rancho Folclórico de Pinheiros, que há três anos visitara a ilha do Pico, ainda se deslocou à vila de Monção, a que pertence aquela freguesia raiana, onde pernoitou, participando num magnífico arraial, nas margens do rio Gadanha, sendo, então, surpreendido com a presença do grupo da Lousada que percorreu grandes distâncias para estar presente e acompanhar os seus amigos picoenses. Em Monção o grupo açoriano foi recebido pela edilidade, numa cerimónia em que não faltou um “Alvarinho de Honra”.
Segundo um dos elementos do grupo “Foi nosso intento através das nossas autuações promover a nossa terra e a nossa cultura, o que acreditamos ter sido bem concretizado pela reação do público, em geral.” e acrescentou “De referir ainda a forma saudável vivida entre os dois grupos, a amizade, o companheirismo, a alegria, o convívio que marcaram não só as jornadas, com também os serões prolongados num misto de cordas e concertina, a par de cantigas ao desafio, Viras e Chamarritas que engrandeceram a sensibilidade estética e artística de ambos os grupos.”
Na realidade esta visita consubstanciou-se num misto de dias e noites fantásticas, de cor, de sons, de movimento e de alegria, onde o Grupo Folclórico de São Caetano espalhou toda a sua classe, dignidade, singeleza e performance, deixando aos presentes uma deslumbrante e transcendente imagem, não apenas da freguesia de São Caetano, mas também da ilha do Pico, transformando-se, assim e de que maneira, num magnífico embaixador da sua cultura, dos seus costumes, dos seus valores, dos seus potenciais turísticos e, como não podia deixar de ser, dos seus bailados e da sua música, numa palavra espalhando, por terras durienses e pelo norte de Portugal o verdadeiro e inconfundível “furor da lava picoense”.

por Carlos Fagundes, em jornal Ilha Maior e blog Pico da Vigia 2

30ºAniversário do Grupo Folclórico


O Grupo Folclórico da Casa do Povo de S. Caetano comemorou no passado dia 01 de maio de 2013 o seu trigésimo aniversário. Assinalando a data, este Grupo Folclórico celebrou uma missa de acção de graças pelo grupo e em sufrágio de todos os elementos já falecidos. A Eucaristia foi presidida pelo Padre João da Ponte, animada e participada por todos os elementos do grupo. Após a celebração eucarística, no salão da Casa do Povo de S. Caetano, procedeu-se ao ato solene com alguns discursos proferidos pelas entidades presentes, incidindo-se no historial do grupo e toda a sua projecção, tanto no seu meio, como nos inúmeros locais onde tem passado e atuado. Como gesto simbólico de reconhecimento pelo percurso feito durante os 30 anos de existência, foram homenageados os três elementos vigentes que fizeram parte da sua formação inicial, com uma lembrança em basalto esculpido e com meritória inscrição: “30 anos de dedicação”. Aos restantes elementos do Grupo foram entregues pequenas lembranças, porta-chaves, em forma de albarca, para assinalar a comemoração. Ainda integrado na comemoração do trigésimo aniversário organizou-se, na entrada do salão, uma completa exposição de rendas, trabalho artesanal e fonte de subsistência, marcante na freguesia. O Grupo Folclórico brindou os presentes com um conjunto de canções típicas e regionais, que foram alvo de manifesto entusiasmo.
E porque festejar um aniversário implica momentos de convívio, foi servido um jantar a todos os convidados, incluindo todos os elementos pertencentes ao grupo, desde a sua formação. Não fugindo à regra, e para marcar a efeméride, cantaram-se os parabéns, e sopraram-se as velas do bolo, fazendo votos de uma longa vida para o Grupo Folclórico da Casa do Povo de S. Caetano.

V Matança do Porco - 28/10/2012

Esta foi mais uma das organizações de “Matança do Porco” do Grupo Folclórico da Casa do Povo de S. Caetano. Conforme o habitual, verificou-se uma adesão bastante numerosa ao almoço pelo que foi bastante evidente o grau de satisfação demonstrado por todos os presentes. A tradicional gastronomia da freguesia, própria da matança, foi muito apreciada e eleita de qualidade por todos aqueles que a saborearam.
Mais uma vez o grupo teve a preocupação de divulgar as tradições do meio, ocupando os espaços, de entrada e do palco, com quadros representativos que ilustraram os usos e costumes de maior expressão do nosso povo: a “Adega Tradicional” e a “Ida ao Moinho”. As temáticas apresentadas constituíram momentos de reflexão da memória e identidade de um povo simples mas que sempre se dedicou ao trabalho para a sua sobrevivência.
                 

Época de Verão

O grupo folclórico iniciou as suas actividades da época de verão com uma agenda muito preenchida, sobretudo no que se refere a atuações nos diferentes pontos geográficos da ilha, em diferentes ocasiões festivas, quer profanas quer religiosas. Logo após o seu aniversário, em maio de 2012, o grupo iniciou o verão com a organização da festa de S. Pedro na sua localidade, a qual constou de dois dias consecutivos, cheios de animação, serviço de bar, quermesse e distribuição de pão, cuja tradição remonta tempos antigos. 

No mês de julho, o grupo atuou numa das animações de rua da Câmara Municipal de Madalena, seguida de uma participação na feira Agro Pecuária da Piedade e, mais uma atuação na ocasião da festa de Santa Maria Madalena. 
 Quanto ao mês de agosto, foram muitas as solicitações para atuações em circunstâncias diversificadas. Assim, iniciámos o mês com uma atuação de animação turística no restaurante “A Parisiana”, seguida de uma próxima na festa do Bom Jesus da Calheta do Nesquim, a qual serviu de mote de referência para o público presente, através do reportório apresentado e das manifestações de bom grado expressas pela assistência. A participação nas duas festas da localidade, designadamente S. Caetano e Senhora da Assunção, também foi ponto assente, tendo sido apresentado, no reportório, vivências do nosso povo que retrataram, nitidamente, determinada época, o que muito agradou os nossos visitantes. Ainda no mesmo mês, integrado nas festas da senhora de Lurdes das lajes do Pico, o grupo foi convidado a associar-se ao evento cultural do lançamento do “Livro da Freguesia”, que teve lugar no salão da Silveira do Pico. A encerrar o mês de agosto surge o convite para a participação no festival de folclore da Criação Velha do Pico em que, mais uma vez, na presença de grande multidão, o grupo foi alvo de merecidos aplausos. 

Passando ao mês de setembro, o grupo participou e colaborou no 40º aniversário da Casa do Povo de S. Caetano. Marcou, ainda a sua assídua participação em mais um festival de folclore na freguesia das Bandeiras da ilha do Pico. As atuações do mês e da época concluíram-se no complexo turístico, “Aldeia da Fonte”, para um grupo onde estiveram presentes individualidades nacionais e estrangeiras, incluindo o Presidente do Governo Regional dos Açores e representantes das Regiões Ultraperiféricas. Para além da excelente atuação em português e, pela primeira vez, em inglês com o apoio prestado pelo Dr. Simas Santos, é importante referir a forma entusiasta desta invulgar assistência que muito nos prestigiou. 
Foi uma época muito intensa a nível de atuações e outras atividades mas que se reverteu em grande empenho e motivação para prosseguimos os nossos trabalhos e, consequentemente, o empreendimento de futuros projectos.

Intercâmbio Cultural

E assim se realizou mais um intercâmbio cultural. Desta feita com o grupo Folclórico “As Lavradeiras do Vale de Sousa” no período compreendido entre 30 de agosto e 3 de Setembro de 2012. 
 

O programa foi distribuído de modo a percorrer e visitar os pontos principais da ilha, como também, um dia dedicado ao conhecimento turístico e paisagístico da cidade da Horta, vizinha ilha do Faial.

Mais uma vez o nosso grupo folclórico fez uso de toda a sua arte e forma de bem acolher e receber aqueles que nos visitam.
  
 
Alguns elementos do grupo anfitrião acompanharam, pessoalmente, o grupo visitante, pelo que ficou bem patente a boa maneira e preocupação de transmitir aos visitantes grande parte da identidade do nosso povo e, particularmente, o que de mais genuíno existe no nosso meio. Assim, organizamos piqueniques em parques florestais e zonas de lazer, onde a nossa gastronomia foi eleita de grande qualidade. A par destes momentos aprazíveis de partilha e alegria tentamos conjugar as cantigas ao desafio e algumas modas conhecidas pelos dois grupos.
 
O sábado, dia 1 de Setembro foi passado de forma diferente. Realizou-se um piquenique à beira mar tendo como cenário a nossa linda baía da Prainha que outrora serviu de berço noturno a muitas embarcações destinadas à faina da pesca, sobretudo a pesca ao chicharro. A tarde estava destinada ao mar e os nossos colegas do Norte de Portugal experimentaram vaguear nos botes baleeiros que , por sua vez, também tiveram grande expressão na freguesia. À noite, e em cerimónia de comemoração do 30º aniversário da Casa do Povo, participaram num jantar convívio entre todos os associados e convidados assistindo a um serão animado cheio de musicas distintas, com a atuação do grupo de idosos, grupo folclórico da instituição aniversariante, entre outros sabores musicais. Por fim atuou o grupo Folclórico “As Lavradeiras do Vale de Sousa” apresentando os seus bailes com viras bem atamancados ao ritmo das concertinas e do tambor. 
 
 
O último dia na ilha do Pico foi dedicado ao conhecimento do interior da ilha, museu baleeiro e encerrou numa adega com um jantar convívio entre ambos os intervenientes onde a gastronomia do meio foi muito apreciada. A noite já ía avançada quando se procedeu à troca de lembranças e de palavras entre os autarcas presentes e responsáveis por ambos os grupos. O dia terminou à boa maneira picarota com o sabor dos licores e sobremesas tipicamente picarotas que contribuíram para a animação da noite num misto de danças e cantares do Norte de Portugal e dos Açores.
 

Foi muito positivo este encontro e possibilitou uma troca de experiências e saberes que, decerto, fortaleceram laços de amizade entre ambos os grupos. Importante será referir que para tudo isto fosse possível há que salientar todo o apoio prestado por várias entidades sociais e autárquicas, como também, e o empenho e colaboração dos elementos do grupo Folclórico da Casa do Povo de São Caetano.

29º Aniversário

No passado dia 29 de abril, o Grupo Folclórico da casa do Povo de S. Caetano não quis deixar passar a comemoração dos seus 29 anos de existência, embora não se tenha realizado no dia exato, 1 de maio, em virtude da disponibilidade de alguns dos seus elementos para o efeito. Assim, em ambiente restrito aos seus elementos e familiares mais próximos, o grupo preparou um jantar simples e aproveitou-se o momento para reviver a viagem ao Alto Minho, no âmbito do intercâmbio com o grupo de Pinheiros de Monção.


Em ecrã gigante visualizaram-se imagens de momentos emblemáticos e marcantes do convívio, como também alguns clips de vídeo da viagem, incluindo algumas atuações feitas em Portugal e Espanha. Por fim, e para marcar a efeméride, cantaram-se os parabéns e, o elemento mais novo do grupo apagou as velas e deu início ao corte do bolo, inspirado numa das atividades de maior expressão da freguesia, a caça à baleia e respetivos artefactos (Chapéu de palha, barça, arpão e cabo). Procedeu-se a um brinde coletivo onde foi possível verificar um bem-estar e o desejo de continuar com força.

IV Matança do Porco - 25/03/2012


"Histórias das Minhas Raízes"

No passado dia 18 de dezembro, foi com grande satisfação que o nosso grupo folclórico da Casa do Povo de S. Caetano se associou ao lançamento do livro do sr. António Silva, intitulado “História das minhas raízes”. Este evento cultural contou com a presença de alguns representantes das autarquias locais e das instituições sociais da freguesia, bem como outros convidados, familiares, amigos e população local. 

A abertura da sessão foi feita pelo professor Manuel Serpa, filho da terra, amigo de infância do autor e conhecedor de todas as narrativas e episódios apresentados no livro. Seguiu-se um momento musical com duas canções que, de certo, reavivaram memórias antigas. A primeira cantada por Esméria Serpa, a solo, e uma outra pelo Grupo Folclórico, respetivamente “Pico, Linda Terra “ e “Ó minha Terra onde eu nasci”. Após este momento, deu-se lugar à atuação do Grupo Folclórico da Caso do Povo de S. Caetano que apresentou quatro bailhos do seu reportório, encadeando-os com uma representação de atividades singulares e de maior expressão na Freguesia exibindo os respetivos artefactos. 

Posto isto, a sessão teve o seu enfoque com a apresentação do livro pelo professor Manuel Serpa que lhe deu um tom verdadeiramente íntimo, tendo, inclusive, sido lidos alguns excertos do mesmo, por alguns familiares e amigos. 

Por fim procedeu-se ao momento de proximidade com o autor, com uma sessão de autógrafos e entrega de livros aos presentes, seguindo-se um Pico de Honra organizado e preparado pelo Grupo Folclórico, onde se conjugou o néctar picaroto com diferentes sabores gastronómicos. Assistiu-se a um verdadeiro convívio cheio de recordações antigas. Esta componente literária “Histórias das Minhas raízes”, de expressão popular e com reminiscências do passado das nossas gentes veio engrandecer, valorizar e preservar o património cultural da nossa freguesia.

III Matança do Porco - 23/10/2011

O grupo folclórico da Casa do Povo de S. Caetano procedeu a mais uma das suas organizações de “Almoço de Matança do Porco”, no salão da sua Casa do Povo. 

Para além do seu principal objetivo de angariação de fundos, o grupo também quis, mais uma vez, demonstrar a todos os presentes o quão é importante o folclore valorizar e divulgar as tradições locais. Assim, para que todos se inteirassem dessas vivências, o Grupo possibilitou, a toda a assistência, um enquadramento geral do tema, através de um quadro representativo de “matança do porco”, com figurantes estáticos que ilustraram o viver da época.

Ainda na senda de divulgar os usos costumes do nosso povo, o Grupo efetuou uma pesquisa sobre o Bolo de Milho, que foi e, continua a ser a principal base de sobrevivência alimentar. Logo à entrada, estava patente e exposta uma mostra representativa e devidamente identificada da evolução do Bolo de Milho. No caso particular da Freguesia, era mais usual o bolo do Tijolo, sendo que, o bolo do forno era feito em ocasiões de festa, como por exemplo, matanças do porco, festas do Espírito Santo…

Esta matança teve uma participação numerosa, ao que todos revelaram a sua satisfação.

São Caetano no Alto Minho

Partimos dia 1 de Setembro, para o encontro agendado há um ano atrás, com o Grupo Folclórico de Pinheiros. 

Ao fim da noite, desse dia, fomos recebidos calorosamente pelo Grupo anfitrião, na sua sede, que passou a ser a nossa casa, durante uma semana. 

Foram 7 dias vividos intensamente, onde nos levaram a visitar alguns locais mais emblemáticos do Minho, como também do País vizinho nomeadamente, Vigo, La Guardia e Santiago de Compostela. 

Foi também em Espanha que fizemos a nossa primeira atuação, mais precisamente em Valladares, Vigo. É de referir o facto do Sr. Vereador da Cultura ter-se deslocado propositadamente a Espanha aquando da nossa primeira atuação, não só para nos apoiar, mas também, para nos apresentar ao público presente, divulgando, de forma entusiasta, a nossa terra, a qual teve a possibilidade de conhecer o ano passado quando acompanhou o Grupo de Pinheiros. 

Na verdade, não podemos deixar de salientar a receção e o carinho com que fomos recebidos quer pelo grupo em questão, quer pela Câmara Municipal de Monção, na pessoa do Sr. Egº Augusto Domingues, Vice-Presidente da Câmara e Vereador do Pelouro da Cultura, sublinhando a sua disponibilidade, a sua preocupação e a sua atenção para connosco, considerada perfeita e exemplar. 

Foi nosso intento através das nas nossas actuações promover a nossa terra e a nossa cultura de forma concisa mas incisiva, o que acreditamos ter sido bem concretizado pela reacção do público, em geral. 

Refere-se ainda a forma saudável vivida entre os dois Grupos, a amizade, o companheirismo, a alegria, o convívio que marcaram não só as jornadas, com também os serões prolongados num misto de cordas e concertinas a par de cantigas ao desafio, Viras e Chamarritas, que engrandeceram a sensibilidade estética e artística de ambos os grupos. 

O encontro culminou com um verdadeiro Arraial Minhoto, onde a gastronomia da terra foi rainha. A mesa estava guarnecida de sardinhas assadas, barriga de porco assado, broa, entre outras iguarias, tudo regado com sangria e o bom vinho Alvarinho. 

Como nota de realce, mais uma vez, estiveram presentes as autoridades máximas do concelho de Monção, nas pessoas do Sr. Presidente da Câmara e Vice- Presidente da Câmara, que não quiseram deixar passar o momento, sem transmitir algumas palavras que enalteceram a preservação da cultura popular. 

A surpresa da noite teve o seu enfoque com um magnífico fogo-de-artifício que deslumbrou e maravilhou os presentes. 

A agenda foi cumprida na íntegra e desfrutada, da melhor forma possível, pelo grupo em geral. 

Por fim, ficou a amizade e a promessa de manter aceso o contato, e a possibilidade de nos voltarmos a encontrar algum dia. Bem-haja a todos e que prevaleçam os laços criados o ano passado e fortalecidos neste encontro.

28º Aniversário

No passado domingo, dia 1 de Maio o Grupo Folclórico da Casa do Povo de S. Caetano comemorou o seu 28º aniversário da sua formação.

Esta data foi assinalada com a celebração Eucarística em ação de graças pelo Grupo Folclórico e por todos os seus elementos já falecidos.

A Eucaristia foi presidida pelo Bispo D. Arquimínio da Costa, animada e participada pelos elementos do grupo.

O ponto alto da celebração deu-se aquando do ofertório solene, onde foram depositados no altar produtos genuínos da nossa terra e fruto do trabalho das nossas gentes.



Logo após, seguiu-se o almoço no salão da Casa do Povo onde estiveram presentes alguns convidados e, mais uma vez, manteve-se a tradição sendo servidas sopas do Espírito Santo, carne assada e arroz doce.

Para marcar a efeméride cantou-se os parabéns ao grupo e partilhou-se um bolo comemorativo.

Ao finalizar a tarde de festa o grupo brindou todos os presentes com grande parte do seu reportório e a estreia de um novo bailho ”O Ladrão”.

Intercâmbio

O Grupo Folclórico da Casa do Povo de São Caetano recebeu de 4 a 8 de Setembro o Rancho Folclórico de Pinheiros, Monção, Alto Minho num intercâmbio cultural que terminará com a ida ao Minho em 2011 do grupo anfitrião.

Foram 4 dias de partilha e interligação entre duas culturas distintas, que fomentaram um ambiente de saudável convívio e total participação evidenciando muito entusiasmo, acolhimento e cooperação, sendo, claramente visível, os laços de amizade criados.

O Rancho Folclórico de Pinheiros foi acolhido com toda a simplicidade do povo da freguesia brindando-nos com os inconfundíveis sons das concertinas e das castanholas a par com as ritmadas batidas dos tamancos no chão, um contaste enorme com o rasgar das violas e os trinados dos bandolins da nossa Chamarrita.

Foram 3 as actuações deste Rancho em terras picarotas.

No dia 4 de Setembro, actuou em São Caetano para toda a população, numa brilhante demonstração de folclore Minhoto, encerrando assim com chave de ouro o jantar de aniversário da Casa do Povo de São Caetano.


Apresentou-se também dia 5 de Setembro no XIII Festival de Folclore das Bandeiras, onde a chuva foi a inimiga do espectáculo.

Terminou as suas apresentações no dia 6 de Setembro no Largo Cardeal Costa Nunes, na Madalena, com uma actuação de grande nível, onde se pode apreciar a qualidade e a mestria com que bailam Viras e Chulas.

Como grupo anfitrião tentamos mostrar nos poucos dias em que estiveram na Ilha a nossa maneira de ser.

Além de algumas visitas aos excelentes Museus e pontos turísticos da Ilha, quisemos também proporcionar um contacto mais directo com algumas das nossas tradições.

Organizamos piqueniques em parques florestais que constituíram momentos aprazíveis de partilha e alegria onde não faltaram as cantigas ao desafio e algumas modas conhecidas pelos dois grupos.

Também dedicamos um dia ao mar, pois é parte integrante do ser picaroto.


Assim, no dia 7 de Setembro procurámos aliar o passado ao presente. Nesse dia a Baía da Prainha do Galeão estava espantosamente bonita talvez a lembrar os tempos em que botes e lanchas da baleia cruzavam aquelas águas.

Foi muito agradável ver como os nossos amigos desfrutaram do seu primeiro contacto com um barco e com um bote da baleia.

O dia terminou, à boa maneira picarota, com um jantar numa adega típica onde a gastronomia do Pico foi rainha. Neste convívio houve animação total, com música e cantares da terra, danças e troca de palavras que tocaram os corações de todos os presentes.

No dia 8 de Setembro o Rancho Folclórico de Pinheiros partiu para a vizinha ilha de São Jorge, deixando atrás uma mistura de saudade e nostalgia, mas também a certeza de que, dentro de um ano, o Grupo Folclórico da Casa do Povo de São Caetano levará a terras Minhotas a cultura da Ilha do Pico.


Para que este intercâmbio fosse possível salienta-se todo o apoio prestado por várias entidades e uma manifesta atitude de colaboração e cooperação de todos os elementos do grupo Folclórico da Casa do Povo de São Caetano.


II Matança do Porco - 03/04/2011

I Matança do Porco - 21/11/2010

Actividades

Sempre na senda de preservar, valorizar e divulgar as tradições locais, o grupo tem a preocupação de desenvolver um conjunto de iniciativas culturais, dentro da localidade,  participando, organizando e dinamizando actividades  que retratem os costumes e as vivências mais genuinas outrora vividas neste lugar. 

  • Actuação e participação assídua nas festas da sua localidade;
  • Parceria com o Jardim de Infância de S. Caetano, com apresentação do seu Grupo Etnográfico, por ocasião da festa de encerramento do ano lectivo;
  • Organização da festa de S. Pedro, na localidade;
  • Organização de "Chamarritas", com regularidade;
  • "Matanças de Porco": Organização de almoços com o objectivo de  angariação de fundos e valorização e preservação do Parimónio local:
        1ª Matança - 21 de Novembro de 2010
2ª Matança - 03 de Abril de 2011

  • Comemoração de datas festivas - aniversários;
  • Formação "Folclore e Etnografia", prof. Manuel Serpa;
  • Recolhas: "Etnografia Local".